O Tribunal de Contas do Estado de Alagoas (TCE-AL) acendeu o sinal de alerta sobre a previsão de gastos para o São João de Maceió. O órgão questiona o aumento de 261% nos recursos destinados à festa, que saltaram de R$ 20 milhões para R$ 72 milhões em relação ao ano anterior. A informação foi divulgada pelo Estadão e repercute nos bastidores políticos da capital.
Para o TCE, o crescimento expressivo sem justificativa detalhada levanta suspeitas sobre a execução orçamentária da Prefeitura de Maceió, comandada pelo prefeito João Henrique Caldas (JHC). O órgão já solicitou explicações formais à gestão municipal sobre os critérios utilizados para a projeção dos valores. Enquanto isso, a oposição critica a prioridade dada a festejos em meio a demandas sociais.
O caso ecoa em um contexto de debates fiscais no estado. Recentemente, a Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE-AL) analisou a Lei Orçamentária para 2027, com foco em ajuste fiscal, enquanto a Seplag e Sefaz apresentaram o PLDO 2027 com diretrizes de contenção de despesas. A disparidade entre o discurso de austeridade e a previsão de gastos no São João de Maceió promete render novos capítulos.
A expectativa é que a Prefeitura de Maceió encaminhe resposta ao TCE nos próximos dias, enquanto a sociedade civil e os órgãos de controle acompanham de perto o desenrolar do caso. O episódio pode influenciar a tramitação de projetos orçamentários na capital e no estado.
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